Se ela pudesse, inventaria um dialeto. Assim conseguiria falar sobre seus sonhos.
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Se ela pudesse, escreveria em sequências numéricas.
Se ela pudesse, se expressaria de mil e outras maneiras.
Pássaro amor barriga tudo sei não sei ao lado feche a porta economia marrom-branco-lilás aliança trabalho que alegria sabedoria melhores dias de minha vida.
Pressupõe tão absoluta nobreza, ó certeza? Vens desautorizada,
viciada,
ensaiada,
enjoada,
peço que saia.
viciada,
ensaiada,
enjoada,
peço que saia.
Vá, não se demore, que o dia mal começa e já sinto saudade de nós, pois que a felicidade é um dormir e acordar sem saber dos entre-meios, é sentir uma vibração vez ou outra como um arrepio de algo bom, simples, doce e por vezes (porque não?) duvidoso, incerto mesmo, o que se quer mais da vida?
Se ela pudesse, ela teria um dialeto, bobinho assim, sem muitos detalhes e riquezas assim, só para escrever músicas incompreensíveis de melodia boa, só para conversar com a filhinha em código secreto, só para amar do seu jeito.
E então...um dia...ela o inventou. Inventou o tal dialeto.
Inventou e ainda inventa, devagarzinho. Terilofu-perdão a quem o dialeto não foi ensinado. Mas é que é só para as pessoas fagatéfi-eternas no coração. E as não-eternas, deixou-as belas
no cantinho
da gaveta
da chave
do cofre
de um lugar que muito lhe importa.
whatever...
anywhere...
Guvinoteka, xeiquinvo, tsobe,
rakabon, telidesjo,
amor, Amor, há mor, a-m-o-r, amor, amor, amor, amor, como te escrever, como te descrever, como te ser, como te dizer, como te fazer, quem é você?
Estás em mim.
Estás em mim.

1 comentários:
:)
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